quinta-feira, 1 de maio de 2008

Vegetal de saia

Em apoio ao manifesto iniciado pelo amigo síndico, segue a letra da música "Vegetal de Saia" (Os seminovos). Encontrei em minhas andanças pela internet e me vi obrigado a divulgar.

Mulher não é melancia
Mulher não é samambaia
Mulher não é um vegetal de saia
Mulher não é um vegetal de saia

Moça bonita da bundinha empinada
Adoro te ver pelada, mas é melhor se cuidar
Porque a bunda é um produto perecível
O desfecho é previsível: ela vai desabar

E aí o que sobra pra você?
Tem umas duas na TV
Ou três ou quatro que se deram bem
Mas nesse açougue de mulher
O que não falta é filé
A maioria não vira ninguém

Refrão

Moça bonita da bundinha empinada
Não ganha quase nada
(Ela só pensa em dançar...)
Como milhares de garotas nessa idade
Quer virar celebridade
Pra se arranjar
(Dançar, dançar, dançar...)

Pode chegar seu momento
Mas se não tiver talento
Em pouco tempo vão te descartar
E quando alguém te abordar
Será só pra perguntar:
Eu te conheço de algum lugar?

Refrão

Ah, eu conheço você...
Será que eu vi na TV
Dançando funk ou talvez axé?
Cruzei com você na rua
Ou você já posou nua?
Me mostra a bunda pra eu saber quem é...

Moça bonita da bundinha empinada
Adoro te ver pelada...

(Música e letra: Maurício Ricardo/ Produção e arranjos: Neto Castanheira)

Os Seminovos são: Neto Fog (voz), Maurício Ricardo (baixo, voz), Neto Castanheira (guitarras, produção), Tchana (guitarra base, voz), Alex Mororó (bateria).

Segue o clipe:
http://charges.uol.com.br/musica.php?id=30

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Troféu Óleo de Peroba Universal

Prezados leitores (se é que vocês existem)

Os senhores sabem muito bem que não sou de escrever por qualquer besteira. Portanto, quando encontrarem um texto novo por aqui, certamente é porque algo me incomodou profundamente. Para certas coisas, não me bastam os meus comentários rabugentos com os amigos; é preciso escrever. Alguns acontecimentos precisam ficar registrados.

Pois bem. Esta semana, mais precisamente em 13 de fevereiro de 2008, o senhor excelentíssimo deputado bispo Rodrigues foi depor na CPI do Mensalão. Não quero dizer nenhuma palavra sobre o que faz alguém que se diz bispo em tal situação. Seria lugar comum demais conjecturar a respeito. Aliás, esse tema tinha tudo para não merecer um registro meu neste blog (com toda a humildade que me foi dada). Nunca dei importância às palavras deste tal.

Nese dia, entretanto, ele me fez parar para pensar. Em meio ao seu discurso de defesa, Rodrigão começou a se lamentar da vida difícil que levava:

"Sua excelência, ser parlamentar é muito ruim. A gente entra cedo no trabalho e sai sem ver o dia passar. A gente tem que ir a um monte de eventos e ficar distribuindo abraços. Às vezes, excelência, eu estava em minha casa, com a minha família, e era obrigado a colocar um terno e ir a um enterro porque morreu um eleitor..."

E continuou suas queixas daí pra baixo. Senhores, eu quase chorei. Na verdade, eu acho que só não chorei porque fiquei sem ação. Vejam a que nível de irrealidade chega um homem. Será que ele não tem nem idéia do que ta falando? Será que ser parlamentar pra ele é isso? É ir a eventos e enterros e cumprimentar pessoas? Como ele quer prestar contas pelos votos que recebeu? Vendo o dia passar?

Tudo bem, eu não sou burro. Sei que é assim que as coisas são. Ele é apenas mais um. Ta certo. Mas os outros pelo menos tentam sair bem nas fotos, fazer uma pose legal. Deputado sincero assim eu nunca vi. Merece um prêmio pela cara-de-pau. Agora, se ele está se queixando tanto dessa vida que levava no Congresso, eu só consigo concluir que sua experiência como bispo da Universal deve ser bem mais gratificante...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Loucura é nao ser louco.

E eis que enfim cá estou novamente! Até me animei a voltar a escrever aqui. O que aconteceu foi o seguinte: eu estava revirando meu armário e encontrei um texto que escrevi há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante. Peço o seu perdao porque se já nao escrevo bem hoje, imaginem há um tempao atrás... Mas esse texto me trouxe várias recordaçoes da época do colégio e eu achei que seria interessante posta-lo aqui. Espero que gostem.

===============================================================

O que move o mundo não são as ações, mas as reações. Porém, se as reações o movem, as ações o comovem. Sabe-se que toda ação gera uma reação. Do mesmo modo, toda comoção deve gerar uma locomoção. Toda locomoção é fruto da comoção de um louco frente a uma necessidade. Louco é o que progride em direção a alguma cura. Isso é um exemplo de reação: loucura + comoção => locomoção + cura. Uma reação de dupla troca.

Para curar, existe o médico. Para locomover, existe o louco. “De médico e louco, todo mundo tem um pouco”. Então, qualquer um pode resolver qualquer coisa, já que a reação apresentada resulta em uma solução homogênea que resolve todos os problemas. O problema da solução é que é a ação. Para resolver, basta agir. Para agir, basta ser louco. Todos nascemos loucos; depois, mais tarde, por conta de uma pancada na cabeça ou coisa do gênero, é que alguns degeneram. Sendo assim, para ser louco, basta manter-se são.

Quem se mantém são em sua loucura pode absolutamente tudo.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Por onde anda a Verdade, Pilatos?

Professor Felipe Aquino,

Eles olhavam para cima, esperando um rei sentado em um trono. Ouro, exército, poder. Jamais poderiam reconhecer uma criança pobre que nascera em um estábulo em meio aos animais. Alguém assim - se se dissesse com a Verdade, estaria obviamente blasfemando. Mereceria a cruz. Ou a fogueira. Ou os leões. Ou o silêncio. Porque o rei que estava no trono aprisionava, calava, cegava. Mas o rei que trazia a Verdade, este libertava. E ele chegou a ser calado pelo outro rei, mas a Verdade o libertou. Desde então muitas coisas se dizem sobre a Verdade. Alguns falam que ela continua a mesma, e segue libertando quem a encontra. Outros afirmam que ela se encantou pelo poder e comprou para si um belo trono dourado. Dizem que agora a Verdade sai por aí calando quem conta mentira, e que manda os seus homens cegarem por amor aqueles que estão sempre certos, para que não vejam as mentiras que estão longe do trono. Sendo assim, só têm olhos para o trono. Eu prefiro acreditar na Verdade dos primeiros, a que liberta. E você? Só não me dê uma resposta morna, pois o morno eu vomito (Ap 3,16).

"Conhecereis a Verdade e a Verdade vos livrará" (Jo 8, 32). Professor, sugiro que você se pergunte se é realmente livre. Não precisa me responder, apenas pergunte-se francamente. É livre para questionar? Questionar a própria Igreja se assim lhe parecer conveniente? Para buscar a Verdade? Ou você simplesmente segue a lei que vem do papa? "Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a Verdade vieram por Jesus Cristo" (Jo 1, 17). Mas im agino que tudo isso seja mesmo em vão. Você deve conhecer integralmente a Verdade. Afinal, sabe dizer até o motivo pelo qual o Espírito Santo fez papa o cardeal Ratzinger. Agora, se você acha que o papa está sempre certo, seria coerente de sua parte que se informasse sobre documentos como o trecho abaixo (cuja íntegra pode ser lida no site do Vaticano, vide link):

"Na medida em que se empenha por encontrar aquelas respostas justas – penetradas de compreensão para com a rica experiência da Igreja neste País, tão eficazes e construtivas quanto possível e ao mesmo tempo consonantes e coerentes com os ensinamentos do Evangelho, da Tradição viva e do perene Magistério da Igreja – estamos convencidos, nós e os Senhores, de que a teologia da libertação é não só oportuna mas útil e necessária. Ela deve constituir uma nova etapa – em estreita conexão com as anteriores – daquela reflexão teológica iniciada com a Tradição apostólica e continuada com os grandes Padres e Doutores, com o Magistério ordinário e extraordinário e, na época mais recente, com o rico património da Doutrina Social da Igreja, expressa em documentos que vão da Rerum Novarum à Laborem Exercens." (João Paulo II - 09/04/86).
Fonte: http://www.vatican.va/

E agora? Por onde anda a Verdade? Tenho a impressão de que ela ainda não mudou. Continua ao lado dos bem aventurados pobres pelo espírito, que têm sede de justiça, enquanto você e eu nos embebedamos escrevendo cartas de repúdio.

Att
Victor Azambuja
======================================
=> Eis o histórico disso: http://www.cebsuai.org.br/

domingo, 8 de abril de 2007

"Faça a sua ausência para que sintam a sua falta. Mas não tarde a voltar, para que não percebam que podem viver sem você". (desconhecido)

Pois é... eu andei sumido.

Sentiram a minha falta? Aposto que não! Não sei quem foi o idiota que escreveu essa porcaria.

Mas tudo bem. Isso já nos dá tema para uma reflexão. A ausência existe? Ou seria ela simplesmente o 'não ser'? O mal, por exemplo. Ele existe? Ou seria apenas a ausência do bem? Um homem mau é um homem repleto de mau ou vazio de bem? Ou nenhum dos dois?

Sim, pois podemos ir mais longe. Acaso existe alguém mau? Não seríamos todos bons? Será que todos nós não buscamos o bem? Alguém que mata a outrem por simples diversão é um homem mau? Vejamos. O motivo do ato foi a diversão, correto? Mas divertir-se é um mau? Não creio. Divertir-se é certamente uma coisa boa. Um bem. Logo, esse homem agiu voltado para o bem (a diversão). O caminho percorrido para se obter tal bem foi a morte de outro homem. Certo? Errado? Humm... uma questão de prioridade. Todos temos nossos valores e eles estão ordenados numa determinada escala. Para o homem que matou por diversão, tal bem é um bem maior que a vida do outro, que morreu.

Ora, o senso comum também possui sua escala de valores. Possuem também o advogado, o juíz, os que escreveram as leis e os que elegeram aqueles que as escreveram. Cada um a sua escala. O produto final de tudo isso - na nossa civilização judaico-cristã ocidental, no princípio do século XXI - diria que o bem da vida é maior que o bem da diversão. O tal homem, por ter 'invertido' esses valores deveria ser punido. Mas qual punição deveria ser aplicada ao homem? Uns acham que ele deveria pagar com serviço voluntário, com o bem do seu trabalho. Outros, que ele deveria ser afastado do convívio público, pagando com o bem da sua liberdade. Outros ainda, que o homem deveria sofrer pena de morte e pagar com o bem da vida.

Qual bem se equivale à transgressão do homem? É possível pagar por ela? Essas são questões interessantes, mas que tirariam o nosso foco. Interessa-nos aqui perguntar-mo-nos sobre o ser e o não ser. Tudo é ser ou há o não ser, a ausência, o vazio. O mal é um ser ou um não ser? Existe um homem mau ou os seus valores é que estão ordenados de forma incomum? Existe o certo e o errado? Ou tudo não passa de o que se parece conosco e o que nos é diferente.

Espero ter provocado alguma coisa. Questionamentos, dúvidas, raiva, nojo, interesse... comentem.

"Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te." (Ap 3, 15-16)

sábado, 17 de março de 2007

"Contra argumentos, não há fatos!" (Victor Azambuja)

Axé galera!

Essa é pra chutar a porta com o facão na boca, como costumava dizer meu ex-professor Sidney Resende. Enfim, é pra dizer a que vim. Pra quem ainda não entendeu, eu explico: eu vim pra isso aí. E espero que a partir de hoje, vocês também venham aqui pra isso aí. Em breve poderemos começar até um belo debate sobre o que é isso aí. Beleza? Então estamos conbinados! Conto com a participação de vocês.

Com amor,
Filósofo Dido.